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Artigos na MIT Sloan Management Review Brasil

Pesquisas e análises da equipe da Great People sobre riscos psicossociais, NR-1, saúde mental e liderança.

Os artigos abrem em mitsloanreview.com.br.

  1. A anatomia dos riscos psicossociais do trabalho

    Victor M. Correa, Pedro Shiozawa, Ruy Shiozawa e Quirino Cordeiro

    Análise de riscos psicossociais em 2.081 empresas mostra como diferenças entre setores podem ficar ocultas nos indicadores agregados.

    • O benchmark reúne 2.081 empresas de oito setores, que abrangem 1.500.509 trabalhadores.
    • Com o mesmo peso para cada setor, 66 das 104 combinações entre setor e fator (63%) ficaram em faixa de ação, embora nenhum dos 13 fatores alcance as faixas mais altas na média geral.
    • Justiça organizacional foi o único fator em faixa de ação nos oito setores, com índice médio de 7,34, 22% acima do reconhecimento (6,00).
    • A nova redação da NR-1 entrou em vigor em 26 de maio de 2026 e não exige um questionário, uma matriz ou um índice únicos.
    • O ciclo AGIR leva o diagnóstico à gestão em quatro movimentos, que são avaliar o contexto, graduar a prioridade, intervir no mecanismo e revisar.
  2. Dois pesos, duas medidas

    Victor M. Correa, Ruy Shiozawa, Pedro Shiozawa e André Nardy

    Seis anos de dados mostram por que diagnósticos de saúde organizacional precisam ser calibrados por setor, já que o mesmo indicador pode apontar risco ou proteção em contextos diferentes.

    • O estudo analisou 17.840 pesquisas em nove setores entre 2020 e 2025, com pesquisadores do Laboratório de Neurociência Organizacional da Santa Casa de São Paulo.
    • Linguagem de saúde combinada a tom positivo identificou entre 80% e 88% das empresas em sofrimento em todos os setores testados em 2024.
    • O mesmo dado muda de sentido conforme o setor. Turnover alto acompanha bem-estar no setor financeiro e sinaliza sofrimento no varejo.
    • O artigo propõe três filtros para ler indicadores, que são contexto, direção e fator protetor.
  3. O paradoxo da positividade – o que seus dashboards não estão mostrando

    Victor M. Correa, Ruy Shiozawa e Pedro Shiozawa

    Como sinais linguísticos revelam riscos de saúde mental que métricas tradicionais de engajamento podem deixar passar.

    • O estudo Too Well to Be Well analisou dados de 9,7 milhões de funcionários em mais de 6.700 empresas brasileiras ao longo de cinco anos.
    • A correlação entre métricas de engajamento, incluindo o NPS interno, e bem-estar psicológico ficou abaixo de 0,04.
    • Empresas que combinam vocabulário de sofrimento com tom positivo têm de três a quatro vezes mais chance de estar no quartil inferior de bem-estar.
    • Linguagem analítica, com raciocínio de causa e efeito, aparece como fator de proteção.
  4. Trabalhar para (sobre)viver

    Ruy Shiozawa e Pedro Shiozawa

    Propósito, crescimento e liderança com clareza formam uma agenda prática para proteger saúde mental e sustentar performance.

    • Em pesquisa da Great People com mais de 80 mil colaboradores de 155 empresas, o índice de bem-estar caiu de 81 pontos em 2024 para 76 em 2025.
    • Mais da metade dos profissionais afirmou que a saúde mental é hoje seu maior desafio pessoal.
    • Ambientes com alto estímulo cognitivo mostraram 35% menos sinais de exaustão emocional, mesmo sob alta pressão.
    • Os três fatores de proteção são trabalho com propósito, cultura de crescimento e liderança empática com clareza.
  5. Gestão da mudança é, antes de tudo, gestão do bem-estar das pessoas

    Ruy Shiozawa e Pedro Shiozawa

    Cinco práticas para liderar mudanças preservando clareza cognitiva, saúde mental e a capacidade humana que sustenta a transformação.

    • A pesquisa analisou dez empresas brasileiras que passaram por mudanças profundas entre 2022 e 2024, com cerca de 100 mil colaboradores.
    • Algoritmos de linguagem avaliaram mais de seis milhões de palavras de comentários espontâneos sobre clima organizacional.
    • As cinco práticas são gerir o tempo com intenção, redefinir prioridades com critérios objetivos, reduzir o ruído, ritualizar o cuidado e medir a saúde mental como parte da gestão.
  6. Os aprendizados no ecossistema GPTW

    Ruy Shiozawa

    Um estudo de caso sobre liderança da mudança, cultura digital e a transformação de um ecossistema organizacional.

    • O modelo de gestão se apoia em propósito, alinhamento com autonomia, flexibilidade, celebrações e comunicação.
    • Com o negócio em queda de 70% no início da pandemia, o GPTW se transformou em dez empresas em um ano.
    • Nenhum colaborador foi demitido em 2021, e a equipe ficou 50% maior do que no início da pandemia.

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